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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não tem Preço



“A Lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma” (Salmo 19:7ª)

Há uma peça publicitária de uma empresa de cartões de crédito que fez tanto sucesso que se transformou em parte da cultura pop, sendo reproduzida em piadas e outras criativas brincadeiras em redes sociais. Ao apresentar uma situação qualquer (um jogo de futebol, um passeio no parque), o locutor vai falando preços dos itens mostrados, numa escala crescente até descrever a sensação proporcionada pela compra, com os dizeres: “não tem preço”.
Todo mundo tem, na sua escala de valores, algo que não tem preço. E muitos buscam naquilo que tem preço, algo que deveria ter apenas valor. Ao longo da vida, buscando um sentido para a existência, muitos buscam a felicidade em certos valores intangíveis: fama, luxo, poder, status. Entretanto, a Bíblia nos revela que o valor fundamental, que dá efetivo equilíbrio à vida humana, é bem mais simples, e em língua portuguesa, atende por um nome de três letrinhas apenas: Paz.
Jacó, filho de Isaque, buscava a realização pessoal a qualquer preço. Ludibriou o irmão para conquistar a bênção da primogenitura, e enganou o próprio pai, passando-se pelo irmão para ser abençoado. A sina de “suplantador” (o significado da palavra “Jacó”) o acompanhava, mas todo o resultado de sua grande esperteza foi se tornar um fugitivo no meio do deserto, temendo pela própria vida, sem morada ou paradeiro. Ele só encontrou aquilo que buscava, quando entregou seu coração a Deus. Obedecendo aos propósitos de Deus, reconciliou-se com o irmão, recuperou-se de anos e anos de exploração pelo próprio sogro e casou com a mulher de sua vida.
Nossa sociedade atual aplaude o “malandro”, pela esperteza ou sagacidade com que passou a perna nesse ou naquele. Mas são aplausos que desaparecerão no momento da dificuldade, e que não compensam o medo e a ansiedade de quem vive de sortilégios. A pessoa que, ao contrário, vive de acordo com os valores da Palavra de Deus, sempe terá paz em sua alma, por saber que não precisa pensar em grandes expedientes para “se dar bem”. Para quem faz a vontade de Deus, Ele providencia tudo.
Pisar no pescoço alheio pra ter fama, status ou poder? Não, obrigado. Viver com paz de espírito e sob a proteção de Deus, não tem preço.
Deus te abençoe abundantemente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Violência de Jesus



“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;
E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões” (Mateus 21: 12-13).


“Você é todo religioso, pensei que você fosse uma pessoa do bem, mas agora vi que não”.
Foi mais ou menos nestes termos que uma ligação telefônica, na tarde de quinta-feira (o1/06/10) me importunou, até me constrangendo diante de pessoas que ouviam a voz alterada e descontrolada de um conhecido, reagindo de forma destemperada diante de uma crítica que fiz a um artigo seu. Para quem exercita, e muito, o direito de opinar, surpreendeu que reagisse com agressões pessoais a uma simples opinião. Mas deixando esta questão de lado, o incidente me motivou a refletir sobre a idéia que as pessoas fazem de um cristão, como se um servo de Deus tenha que ser sempre passivo, plácido e bondoso. Em outras palavras, um indivíduo “sem boca pra nada”, pra fazer uso de um linguajar costumeiro da nossa Fronteira Oeste.
As pessoas que fazem esta idéia do comportamento cristão, talvez se surpreendam se forem apresentadas a alguns trechos da Palavra de Deus. Jesus, o Filho de Deus, era o homem mais bondoso e manso que já existiu, mas isso não fez com que deixasse de agir e falar com firmeza, quando necessário. A primeira atitude que tomou ao entrar na cidade de Jerusalém sob forte comoção popular foi entrar no Templo de Jerusalém e derrubar as mesas dos cambistas, que vendiam pombos, cordeiros e outros animais para os sacrifícios religiosos, a preços extorsivos, sob a complacência dos sacerdotes.
Jesus agiu com evidente indignação. Nada provocava mais a ira de Cristo do que a exploração do povo sob pretextos religiosos. Nos dias de hoje, é provável que usasse da mesma força contra alguns mercadores da fé que ainda existem em nossos dias. Noutra ocasião, quando pregava a Palavra de Deus ao povo, Jesus foi interpelado por alguns fariseus, que o ameaçavam dizendo que Herodes o mataria se ele continuasse com aquilo. No entanto, ao invés de ficar intimidado, Jesus respondeu: “Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado (Lucas 13:32)”.
Jesus nos deixa o exemplo de que não devemos nos calar quando o mal tenta nos intimidar. Os que se beneficiam do mal tentam sempre sugerir que a postura cristã mais correta é o silêncio pacato. Entretanto, Jesus nunca deixou de demonstrar a coragem necessária para desmascarar a hipocrisia dos falsos. Afinal de contas, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, e é impossível anunciar a Verdade sem denunciar o erro.
Você é censurado por falar o que pensa, e alguns tentam sugerir que o melhor para um cristão seria ficar calado? Fica para você, amigo leitor, a mensagem de Deus ao profeta Isaías: “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, levanta a tua voz como trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à Casa de Jacó os seus pecados”. (Is 58:1).
Que o Senhor Jesus te abençoe abundantemente.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Falando um pouco de gratidão...



Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. (Salmo 103: 1-2)

Apenas recentemente a Psicologia tem se voltado para o estudo de emoções positivas, como a gratidão. Um movimento chamado Psicologia Positiva, iniciado mundialmente em 1998 por Martin Seligman, constatou que a psicanálise sabia muito sobre depressão, narcisismo, egolatria e outras patologias, mas quase nada sobre os bons aspectos da mente humana, aqueles que, de fato, são responsáveis pelo desenvolvimento da pessoa. Estudos bastante recentes apontam a Gratidão como um elemento indispensável para o equilíbrio da mente humana, para a construção da personalidade e do caráter. A capacidade de responder positivamente ao afeto ou ao gesto benevolente de outra pessoa é fundamental para uma vida emocionalmente sadia.
A própria Psicologia reconhece seu atraso nesse assunto. Em relação à Bíblia, o atraso é de mais de quatro mil anos, se levarmos em conta o tempo em que surgiram os cinco primeiros livros da Bíblia, chamados pela tradição cristã de Pentateuco e pelos judeus de Torah Sagrada. É nestes livros que encontramos histórias que simbolizam os aspectos negativos da ausência de gratidão na vida espiritual. No capítulo 11 do livro de Números, encontramos relatos de como o povo hebreu queixava-se, no deserto, por causa das dificuldades que passavam. Queixavam-se do maná que era fornecido diariamente por Deus, e chegavam a dizer que tinham saudades dos melões e dos manjares do Egito. Quase ninguém era capaz de agradecer pelo fato de Deus os ter tirado da escravidão, de um contexto de permanente tortura e sofrimento.
A falta de gratidão, mais do que um simples desequilíbrio ideológico (como hoje reconhece a Psicologia), é um desvio espiritual, responsável por retardar muitos dos projetos pessoais do ser humano. Muitas pessoas se perguntam por que seus sonhos não se realizam, porque suas aspirações não acontecem, porque Deus não lhes concede o que desejam. E são incapazes de reparar naquilo que já receberam, ás vezes em circunstâncias difíceis.
Pessoas que reclamam quando o bife vem mal passado, incapazes de lembrar da época em que passavam fome.
Pessoas que reclamam do salário que ganham ou do chefe que tem, incapazes de lembrar de quando procuravam emprego.
Filhos que reclamam da mãe por não lhe dar um novo tênis de marca, enquanto ela veste chinelo de dedo.
Pessoas que reclamam da igreja onde estão e dos irmãos de fé, incapazes de lembrar de quando chegaram ali enfermos, fracos, e receberam o carinho e a oração de muitos.
A ausência de gratidão é companheira da insegurança. Muitas pessoas tem até medo de aceitar favores, por não suportarem a idéia de se ver moralmente presas a outros. Aqueles que, no entanto, conhecem o poder da gratidão, sabem que ela jamais escraviza. Ao contrário, nos liberta de amarras que impedem nosso crescimento psicológico e espiritual.
Você viveu mais este dia? Agradeça a Deus, que lhe permitiu esta vitória.
Deus te abençoe abundantemente.