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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo...Novo?




“Semeou Isaque naquela terra, e no mesmo ano colheu cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava” (Gênesis 26;12)

Acidentes com mortes nas estradas, assaltos, chuvas acima da média na serra fluminense, crise na Europa, seca na nossa região... opa, estamos falando do início de que ano mesmo? Para quem olhar o noticiário, parece que o início de 2012 está seguindo à risca o script do começo do ano que passou. Como é que o novo ano parece ter começado tão semelhante a 2011? Será que não foram ouvidos os milhares de votos de Feliz Ano “Novo”?
O Ano Novo sempre traz uma renovação das esperanças, justamente pela promessa de ser novo, de ser diferente. Mas muitas pessoas se queixam que, ano após ano, a situação permanece a mesma. Como devemos agir para que o Novo Ano seja de fato novo, no sentido de ser realmente diferente?
A Bíblia nos fala de um homem chamado Isaque, que já desfrutava de uma proteção especial da parte de Deus por ser filho de Abraão, mas que se recusou a apenas viver à sombra do que foi construído pelo patriarca. Mudou-se para a terra dos filisteus, que seriam inimigos históricos de Israel pelo resto da vida (a palavra Filistéia foi traduzida, na língua latina, por Palestina). Mesmo num ambiente totalmente adverso, Isaque, agricultor como seu pai, fez sua semeadura naquele lugar, e diz a Bíblia que naquele mesmo ano colheu cem vezes mais, por causa do Favor de Deus. Ao redor dele, nada havia mudado, mas em sua propriedade, Isaque colheu um cêntuplo do que plantou.
Creio que esta passagem nos ensina sobre a atitude de fé que devemos ter em qualquer circunstância. Aparentemente, pode parecer que nada tenha mudado à sua volta com a passagem de ano, mas a mudança virá se você semear seus sonhos com fé na bênção de Deus. E semear, como Jesus ensina, significa aplicar o seu melhor na busca dos seus propósitos. “O semeador saiu a semear”. Há uma semente que Deus colocou dentro de você, e o nome dela é “potencial”. Se você deixar uma semente na estante, ela continuará tendo uma floresta dentro dela, mas não vai germinar. Por isso, para 2012 ser diferente, semeie seus sonhos. Não fique nas intenções. Planeje, construa, fracasse, tente de novo. Isaque só foi abençoado por Deus porque semeou primeiro. Faça a sua parte, e Deus fará a sua para um 2012 diferente.

sábado, 27 de junho de 2009

Gerando Frutos




“Eu Sou a videira, e vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5)

O Evangelho de João, último dos quatro testemunhos bíblicos sobre a vida de Jesus a ser escrito, apresenta um relato profundamente instigante, tanto do ponto de vista espiritual quanto psicológico: ciente da cruz que o aguarda, Jesus encontra ainda um tempo (longo tempo, se dermos crédito às Escrituras) para consolar e confortar os seus discípulos. Jesus tinha estado com eles na última ceia, e acabava de revelar-lhes o que aconteceria nas horas seguintes. Mesmo carregando no peito aflições indescritíveis pelo iminente tormento físico e por suportar o peso espiritual de todos os pecados da humanidade na cruz, Jesus prioriza falar ao coração dos seus apóstolos, deixando-lhes suas últimas palavras de consolo, numa seqüência que vai do capítulo 14 ao 17, e que se encerra com uma oração, onde Jesus abençoa os apóstolos e pede forças para os momentos finais. Esta longa seqüência começa com a expressão: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em mim” (João 14:1) .
É fundamental olharmos com atenção para estes textos, que contém as últimas palavras de Jesus aos discípulos antes da cruz. Invariavelmente, alguém que sabe que vai partir reúne os familiares e amigos queridos para deixar-lhes suas últimas palavras, com recomendações especiais para seus filhos sobre como gostaria que se portassem no futuro. Como não poderia ser diferente, nestes instantes finais, Jesus deixa uma palavra de encorajamento, e um segredo profundo que quase passa despercebido ao leitor desatento: a forma mais segura de manter um relacionamento perene com Deus: “Eu Sou a videira, e vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).
Aqui, Jesus nos deixa uma lição: o segredo que nos garante o crescimento na vida cristã é somente permanecer ligado a Ele, como um ramo permanece ligado à videira. Bem sabemos que um ramo não pode gerar frutos de si mesmo, se não estiver ligado à videira, de onde receberá a seiva para gerar fruto. Muitos de nós achamos que, para gerar frutos na vida cristã, precisamos fazer longas orações, jejuns e se envolver na prática de boas obras. Tudo isto é válido, mas isso não é causa, e sim conseqüência, de uma vida cristã sadia e eficaz. Tal como o ramo não pode, sozinho, produzir seiva e fruto para si, o cristão não tem como, por seus próprios esforços, atrair o favor de Deus para si. Tudo o que Ele requer de nós é que estejamos ligados à Ele, assumindo nossa dependência de Cristo para prosseguir.. Se de fato fizermos isso, certamente seremos alimentados todos os dias pela seiva do Espírito Santo.
Deus te abençoe abundantemente.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

...E Quando a Ingratidão Vem?



“No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (Jo 16:33)

Muitas são as dores e as angústias do ser humano, mas arrisco-me a dizer, baseado em alguma experiência e muita observação, que uma das maiores, com toda certeza, é a frustração gerada pela ingratidão. Conheço pessoas que poderiam ter tido uma trajetória brilhante, mas acabaram deixando que a decepção definisse suas escolhas. E isto também vale para pessoas que, no começo de sua jornada, eram dispostas, alegres, motivadas para servir e ajudar, mas ao longo do caminho, entre uma decepção aqui, uma traição acolá, foram se retraindo e terminaram por desistir, desiludidas por completo, ruminando uma queixa permanente contra traições do passado, permanentemente reacesas pela lembrança amarga.
A maioria das pessoas gosta de ajudar os outros, e sempre imagina que seu empenho em ajudar será proveitoso, nunca se preparando para a possibilidade de se decepcionar. Sei de pessoas que fizeram muito pela sociedade, mas que depois se fecharam por causa da ingratidão alheia. Esta postura é paternal e autoritária, pois não deixa espaço para que o outro, falhe conosco, e quando a falha ocorre, queremos culpá-las. Mas nem sequer paramos para avaliar se essa pessoa a quem ajudamos, estava preparada para reagir da forma como esperávamos.
Se há alguém perito em vencer decepções, é Cristo. Ele depositou total confiança em Judas, a ponto de colocá-lo como o tesoureiro do seu ministério (Jo 12:6). Mesmo ciente de que Judas ia traí-lo, Jesus o distinguiu na última ceia com o pão molhado no vinho (Jo 13:26), o que, segundo o costume judaico, era uma honra especial, como a lhe dar uma nova chance.
Creio que, na multidão de pessoas que xingava e cuspia em Jesus enquanto ele carregava a cruz, havia muitos cegos aos quais ele tinha dado a visão, paralíticos e leprosos que havia curado, e que agora se voltavam contra ele com ódio inexplicável. Mas ao invés de se tornar prisioneiro da frustração e do abandono, Jesus clamou ao Pai que os perdoasse, porque não sabiam o que faziam. Eles estavam, mas não eram cruéis.
Na hora da dor e da frustração, procure não se entregar à tristeza nem ao desespero. Deixe Jesus ser o seu modelo, e entenda que algumas vezes, as pessoas não são cruéis porque querem, mas porque nem sabem como reagir de outra forma. Não deixe a decepção tornar sua vida amarga. Perdoar, nestes casos, é seguir em frente.
Deus te abençoe abundantemente.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Olhe para a Frente!




Muitas pessoas perdem tempo e dinheiro atrás de conselhos equivocados ou receitas “mágicas” de alguns gurus milionários, que enriquecem proferindo palestras sobre auto-estima e outras obviedades, tudo isso sempre com um aspecto muito “moderno” e “atual”. No entanto, a palavra que hoje quero dirigir a você nesta coluna, pode ser considerada até mesmo antiquada, já que o seu autor, o Rei Salomão, viveu há mais de quatro mil anos. Todavia, nada poderia ser mais atualizado do que estas palavras do livro de Provérbios: “Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direito diante de ti”. (Pv 4:25)
O que o autor desta frase nos sugere, neste vocabulário rebuscado, pode ser compreendido de várias maneiras. Quando diz “os teus olhos olhem para a frente”, Salomão, o homem mais sábio da história, nos ensina que não seremos vitoriosos na vida se não tivermos um objetivo, um foco definido. Quem tem um sonho hoje, outro amanhã, no final das contas não tem sonho nenhum, e por isso não realiza nada.
Outra maneira de se compreender esta pérola bíblica, é que olhando para a frente, não devemos ficar remoendo o passado. Muitas pessoas determinam suas vidas em função do que seus pais foram, ou do que outras pessoas lhe fizeram no passado. Isto é um erro. Se o passado não deu muito certo, o futuro está intacto. Cabe somente a você escreve-lo.
Ao dizer “as tuas pálpebras olhem direito”, Salomão deixa um ensinamento ainda mais profundo, fazendo uma advertência contra os olhares sinuosos e rasteiros. Sabe aquele gênero de pessoa que não olha ninguém nos olhos? Quem, no entanto, deseja fazer a vontade de Deus, deve aprender a olhar firme, como quem fala a verdade, inspirando credibilidade, para poder viver de fato a fé em Jesus, que é digno de toda confiança. Além disso, olhar “direito” significa não se fixar nos homens e seus defeitos, mas na virtude que emana de Deus, o único que não nos decepciona.
Que Deus te abençoe abundantemente.

(Este texto consta no livro "Sementes de Vitória", do pastor Cláudio Moreira

quarta-feira, 24 de junho de 2009