
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. (Salmo 103: 1-2)
Apenas recentemente a Psicologia tem se voltado para o estudo de emoções positivas, como a gratidão. Um movimento chamado Psicologia Positiva, iniciado mundialmente em 1998 por Martin Seligman, constatou que a psicanálise sabia muito sobre depressão, narcisismo, egolatria e outras patologias, mas quase nada sobre os bons aspectos da mente humana, aqueles que, de fato, são responsáveis pelo desenvolvimento da pessoa. Estudos bastante recentes apontam a Gratidão como um elemento indispensável para o equilíbrio da mente humana, para a construção da personalidade e do caráter. A capacidade de responder positivamente ao afeto ou ao gesto benevolente de outra pessoa é fundamental para uma vida emocionalmente sadia.
A própria Psicologia reconhece seu atraso nesse assunto. Em relação à Bíblia, o atraso é de mais de quatro mil anos, se levarmos em conta o tempo em que surgiram os cinco primeiros livros da Bíblia, chamados pela tradição cristã de Pentateuco e pelos judeus de Torah Sagrada. É nestes livros que encontramos histórias que simbolizam os aspectos negativos da ausência de gratidão na vida espiritual. No capítulo 11 do livro de Números, encontramos relatos de como o povo hebreu queixava-se, no deserto, por causa das dificuldades que passavam. Queixavam-se do maná que era fornecido diariamente por Deus, e chegavam a dizer que tinham saudades dos melões e dos manjares do Egito. Quase ninguém era capaz de agradecer pelo fato de Deus os ter tirado da escravidão, de um contexto de permanente tortura e sofrimento.
A falta de gratidão, mais do que um simples desequilíbrio ideológico (como hoje reconhece a Psicologia), é um desvio espiritual, responsável por retardar muitos dos projetos pessoais do ser humano. Muitas pessoas se perguntam por que seus sonhos não se realizam, porque suas aspirações não acontecem, porque Deus não lhes concede o que desejam. E são incapazes de reparar naquilo que já receberam, ás vezes em circunstâncias difíceis.
Pessoas que reclamam quando o bife vem mal passado, incapazes de lembrar da época em que passavam fome.
Pessoas que reclamam do salário que ganham ou do chefe que tem, incapazes de lembrar de quando procuravam emprego.
Filhos que reclamam da mãe por não lhe dar um novo tênis de marca, enquanto ela veste chinelo de dedo.
Pessoas que reclamam da igreja onde estão e dos irmãos de fé, incapazes de lembrar de quando chegaram ali enfermos, fracos, e receberam o carinho e a oração de muitos.
A ausência de gratidão é companheira da insegurança. Muitas pessoas tem até medo de aceitar favores, por não suportarem a idéia de se ver moralmente presas a outros. Aqueles que, no entanto, conhecem o poder da gratidão, sabem que ela jamais escraviza. Ao contrário, nos liberta de amarras que impedem nosso crescimento psicológico e espiritual.
Você viveu mais este dia? Agradeça a Deus, que lhe permitiu esta vitória.
Deus te abençoe abundantemente.